adidas x PUMA x Nike: a batalha para vender a camisa do México

A Nike vestiu o Club América de México. Uma resposta para o arquirrival Chivas, que “se apropriara” da identidade azteca antes, por meio da PUMA? Sim, mas não só: o alvo da swoosh é rachar, ainda mais, as vendas da adidas, fornecedora oficial da La Tri.

Vamos explicar.

O México é um dos maiores vendedores de camisas do portfólio de seleções da adidas. Só em 2013-14 — último ano ciclo quadrienal da Copa do Mundo FIFA 2014 — foram mais de 1,5 milhão de unidades comercializadas, que renderem à marca das três listras algo em torno de MXN$ 1,485 bilhão (pouco mais do R$ 273 milhões na paridade atual de R$ 1,00 = MXN$ 0,18).

De olho nesses números, PUMA e Nike criaram “efeitos-substituição” para os torcedores de Chivas e América: em vez de gastar com uma camisa da adidas, eles podem comprar “mantos 2 em 1” — que são de seus clubes e têm a identidade do México. (É a mesma lógica do que a própria adidas fez no Brasil, em 2013, quando lançou uma peita canarinha para o Palmeiras antes da swoosh apresentar amarelinha oficial da Seleção.)

“Mas esse cenário vai mesmo afetar as vendas da adidas?” Teremos a resposta só depois final da Copa. O fato é que, de potenciais consumidoras, as duas maiores torcidas do país se tornaram potenciais rivais. Rivalidade que, no caso da PUMA (por meio do Chivas), visa a substituir a marca das três listras no fornecimento do México após a 2022.

Uma guerra de mercado interessantíssima.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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