#Copa2018 | Maradona torcedor é “emboscada” da PUMA?

Quase não deu — mas deu: mesmo tendo chegado à última rodada do Grupo D com apenas 1 ponto -2 de saldo, a Argentina tirou um épico da cartola, bateu a Nigéria por 2×1 e, com uma forcinha da Croácia (que, na paralela, venceu a Islândia, inimiga direta hermana), carimbou sua vaga para as oitavas de final da Copa do Mundo FIFA 2018.

E, pau a pau com Messi e Rojo, os autores dos gols da vitória albiceleste, o destaque da Argentina foi Maradona, que, como em todas as partidas até aqui, apareceu para as câmeras mundiais torcendo enlouquecidamente nas arquibancadas. E, a cada aparição, exibindo para as câmeras de todo o mundo um vistoso logo da PUMA — sua patrocinadora desde os anos 1980.

Emboscada? Sim e não.

Como não possui cotas de patrocínio da Copa, espera-se que a marca da PUMA apareça nas transmissões e nos demais materiais de comunicação do evento apenas quando as suas seleções patrocinadas — Uruguai, Senegal, Suíça e Sérvia — estiverem envolvidas em jogos.

Por ora, Maradona exibiu a PUMA das arquibancadas em partidas da Argentina (vestida pela adidas, que também é parceira da FIFA) contra Islândia (ERREÀ), Croácia e Nigéria (Nike). Então, sim, a marca tem se inserido, ou está sendo inserida, qualificadamente — através de um embaixador global —, em circuitos onde não era esperada. Ou seja, emboscada, certo?

Ao mesmo tempo, porém, fica a dúvida: se todos sabemos que, por meio de suas seleções, a PUMA está na Copa, como pode sua aparição pode ser inesperada? Outra: se a Argentina jogar contra uma seleção da empresa — por exemplo, o Uruguai — e Maradona, usando PUMA, for destaque nas arquibancadas da mesma forma, o que antes era emboscada deixaria de sê-lo? — afinal, não é esperado que a marca alemã apareça mais quando está envolvida numa partida?

É nessas dúvidas — nessa “emboscada de percepções” — que está a inteligência da ação.

“É mesmo uma ação?” Sem dúvida. Um ativo global como Maradona jamais seria utilizado por casualidade. Não é o novo “Pacto Pelé”, nem a recusa calculada de Cruyff em atuar com três listras nos ombros — longe disso; mas é eficaz. Afinal, quanto de exposição a PUMA teria a menos se aparecesse para o mundo “apenas” como patrocinadora de quatro seleções entre as 32 participantes da Copa?

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na elite da Itália.

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Imagens: Divulgação.

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Category: Futebol Marketing

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4 comments

  1. O Maradona não tem mais contrato com a Puma. Ele usa a marca simplesmente porque gosta, ou seja, não foi uma ação de ambush marketing como o texto leva a crer.

  2. Oi, Seixas. Pelo que vimos, a relação PUMA-Maradona foi reativada em 2010. Vamos checar e, se for o caso, corrigir, ok? Abraço e obrigado pelo comentário.

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