EDITORIAL | “Padrão Madrid” de qualidade

Crônica de um sucesso anunciado: em Madrid, a CONMEBOL Libertadores Bridgestone foi mais bem tratada do que nunca.

As incompetências da CONMEBOL (principalmente), da Asociación de Fútbol Argentino-AFA, e dos governos de Buenos Aires — e do país hermano como um todo —, reluziram como o sol do meio-dia. O que todas essas instituições não conseguiram organizar juntas — o River Plate x Boca Juniors decisivo da Libertadores —, o município de Madrid e o Real Madrid (mandatário da partida), em parceria com a Real Federación Española de Fútbol e a LaLiga, executaram sem problemas:

— houve segurança: nada de emboscada aos jogadores ou confrontos entre torcedores;
— houve respeito ao público: cargas de ingressos delimitadas e bem trabalhadas para três públicos (colônia argentina em Madrid, argentino nativos e sócios do Real Madrid);
— houve cultura: banderazos e festas, milionários e xeneizes cruzaram as ruas de Madrid às vésperas do jogo, e, na final, todos se encontraram no Santiago Bernabéu, sem torcida única;
— houve um evento: Libertadores com postura de UEFA Champions League, projetada para todo o planeta;
— e, finalmente houve jogo: River Plate e Boca Juniors, enfim, deram fim à Libertadores, após os 2×2 de La Bombonera.

Se, desde o apito final do Santiago Bernabéu, que consagrou o River Plate como tetracampeão da Libertadores, podemos falar exclusivamente sobre o que foi a final dentro de campo, é porque tudo o que veio antes funcionou; e de tal forma, que o “jogo jogado” se agigantou e passou a ser um diferencial — o principal, o grande ato, a coroação — do espetáculo.

Sem embargo, criou-se um “Padrão Madrid” de qualidade para a Libertadores. Padrão que esperamos na final única de Santiago, no Chile, daqui a um ano. Repetindo: um ano. De novo: um ano. Tem-se um ano para planejar e organizar algo tão bom quanto em Madrid, numa capital latino-americana da maior importância. E se mesmo em um ano não for possível, temos certeza, já há mais gente na fila para tratar bem a Libertadores — Miami, Doha, Paris, Gênova (as cidades que já se ofereceram para 2018).

Madrid foi um show e uma oportunidade de crescimento para a Libertadores — e até para a CONMEBOL. Vamos deixar de lado o ranço (ainda que, conceitualmente, correto) de “Copa Colonizadores da América”. Sem “se” e sem “mas”, os espanhóis, dessa vez, foram os “Salvadores da América”. Salvemos, então. a nós mesmos. Vamos aprender como se faz.

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Imagens: Divulgação.

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Category: Futebol MarketingMercado

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