FIFA 18 | Por que a EA SPORTS liberou o game da Copa 2018 de graça?

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Você daria de graça um produto que todos querem? A EA SPORTS vai fazer isso. No próximo dia 29, a empresa disponibilizará um update gratuito do jogo oficial da Copa do Mundo FIFA 2018 para o FIFA 18 — o último game da sua bilionária franquia.

Se cobrasse por essa atualização, a EA SPORTS certamente ganharia milhões — de dólares, de euros, de reais, da moeda que quisesse. Mas nós entendemos que, sem cobrar, a desenvolvedora ganha mais. E abaixo damos três razões do porquê. Vamos nessa.

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1. MERCADO

O update gratuito da Copa do Mundo FIFA 2018 para o FIFA 18 foi uma ação, ao mesmo tempo, defensiva e ofensiva da EA SPORTS. Defensiva porque mantém os “fifeiros” no FIFA 18 — aquele velho, e verdadeiro, argumento marqueteiro de que “quando o consumidor escolhe o seu produto ou marca, desconsidera os do concorrente”. E ofensiva porque o peso de oferecer o game oficial da Copa pode gerar novas vendas ou, no mínimo, “degustações” do FIFA 18, seja entre os gamers que, por qualquer motivo, ainda não adquriram o jogo, seja entre os adeptos da concorrência — PES (Konami) ou qualque outro simulador de futebol.

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2. AUTENTICIDADE

Quem joga sabe: versões e atualizações “paralelas” da franquia FIFA — e de qualquer outro game — aparecem sempre.

O update gratuito da Copa do Mundo FIFA 2018 no FIFA 18 não vai mitiga-las certamente não vai mitigá-las; mas, entre os “fifeiros” — os atuais e futuros —, certamente perderão o apelo. Assim, a EA SPORTS dá um desfalque de muitos (mas, muitos) milhões na “economia da pirataria”.

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3. TENDÊNCIA

E se depois de tudo isso nós disséssemos que o update gratuito da Copa do Mundo FIFA 2018 no FIFA 18, na verdade, não é gratuito? Não, os “fifeiros” não vão colocar a mão no bolso. Mas, numa economia cada vez mais digitalizada como a que vivemos, o que não se paga com grana, paga-se com dados — informações; no caso, de hábitos e preferências de cada jogador.

Imagine (ou melhor: conscientize-se) de que a tecnologia usada em games como o FIFA 18 cresce exponencialmente — quer dizer, desenvolve-se cada vez mais rapidamente. E quanto mais cresce, mais tende a se tornar acessível, justamente por ser abundante. Ao mesmo tempo, o número de pessoas concectadas já está crescendo em escala bilionária. Reconheceu a boa e velha Lei da Oferta e Demanda? — aqui aplicada em bits.

Num futuro mais próximo do que imaginamos, você não precisará possuir o FIFA 18, nem a EA SPORTS precisará vendê-lo. Bastará que você e a empresa entrem, implícita ou claramente, num acordo:

— você joga e, ao mesmo tempo, fornecesse seus dados à EA Sports (nome, idade, nacionalidade, localização geográfica, número de horas que joga por dia, os times, seleções e estádios que mais escolhe, etc.);

— e, de posse dos seus dados, a EA Sports usa o jogo como plataforma para ganhar dinheiro, através, por exemplo, de anúncios e promoções voltadas ao seu perfil (por exemplo: você joga sempre com o Palmeiras no Allianz Parque e, antes de cada partida, é impactado por um anúncio sobre compre de ingressos para o próximo jogo do Palmeiras real no Allianz Parque real).

“Viagem” nossa? Não. Há muita gente teorizando e demonstrando na prática que tudo isso — e muito mais — irá acontecer. Se você tem interesse em mergulhar nesse universo, recomendamos dois livros: o best-seller “Free — Grátis: o Futuro dos Preços”, de Chris Anderson (2009); e “Organizações Exponenciais”, de Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Geest (2014). Vale a pena.

E boa Copa do Mundo FIFA 2018 no seu console.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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