Inter, como a Nike te paga pouco

A Internazionale cravou um novo recorde de receitas em 2017-18: € 346,9 milhões (superando os € 323,5 milhões registrados em 2009-10, temporada do triplette Serie A TIM–TIM Cup–UEFA Champions League).

Desses € 346,9 milhões, € 130,276 vieram de patrocínios. E a Nike — que completa 20 anos de parceria ininterrupta com a Internazionale na atual temporada — foi a que menos contribuiu para essa cifra: apenas € 4,25 milhões.

Por que tão pouco?

Resposta: além de uma verba fixa, os repasses da Nike à Internazionale são determinados, fora o resultado da temporada em análise, pela performance em campo das cinco temporadas precedentes. Se os nerazzurri saem campeões e/ou se classificam-se às competições da UEFA, a grana sobe.

Entendendo na prática:

— em 2014-15 (temporada que ativou a última renovação contratual da parceira), por exemplo, a Internazionale ainda estava sob a “influência” do triplette de 2009-10, da TIM Cup conquistada em 2010-11 e de vagas na Champions e Europa League; por isso, recebeu € 13,4 milhões;

— em 2017-18, em plena seca de títulos e com apenas duas classificações à Europa League (2013-14 e 2015-16) nas cinco temporadas anteriores, a Internazionale viu o repasse da Nike cair para os já citados € 4,25 milhões, sendo 500 mil como bônus pela vaga a Champions;

— e, para 2018-19, a Internazionale proeja € 10,9 milhões em repasses da Nike, já que contará com uma vaga à Champions (2017-18) e duas à Europa League (2013-14 e 2015-16) no handicap das cinco temporadas anteriores.

Ganhos por produtividade são comuns em contratos de patrocínio. Costumam, porém, ser ganhos extras. Além disso, o fixo pago pela Nike (€ 3,75 milhões, pelo que pudemos deduzir das receitas de 2017-18) parece inadequado frente a um clube que, mesmo num período não tão brilhante, possui apelo mundial e disputa uma liga — a Serie A TIM — que, gaps estruturais à parte, integra o TOP 5 europeu. E, claro, os 20 anos de parceria devem ter algum peso.

(Passou da) Hora de esse contrato — ou desse termo do contrato — ser revisto, não?

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Thiago Zanetin tem 33 anos e é redator publicitário. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na elite italiana.

Imagens: Divulgação.

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