O plano de Ajax, PSV e Feyenoord para levantar a Eredivisie

Da mesma forma que existe na LaLiga um “real-barcelonismo” (com “atrevimentos” recentes e pontuais de Atlético de Madrid e Sevilla — as exceções que ainda confirmam a regra), temos, na Eredivisie, um oligopólio de atenção e conquistas do trio Ajax, PSV e Feyenoord. Um domínio que, de tão absoluto, prejudica a imagem do campeonato e, consequentemente, dos próprios gigantes.

Por isso, os três, Ajax, PSV e Feyenoord, resolveram deixar as rivalidade apenas no campo e trabalharem juntos por uma “Eredivisie 2.0”.

De acordo com o jornal hoandês Algemeen Dagblad-AD, Ajax, PSV e Feyenoord desenvolveram um plano para reequilibrar a Eredivisie, que passa pelos seguintes pilares prioritários:

— redistribuição de 10% do total de receitas levantadas pelos cubes holandeses na UEFA Champions League e Europa League entre todos os participantes da liga nacional;

— adoção do sistema de playoffs (mata-mata) para definir o campeão, com uma possível redução de 18 para 16 equipes no total;

— e exclusão de gramados sintéticos, submetendo todos às mesmas condições (e imprevisões) de jogo.

Em contrapartida, Ajax, PSV e Feyenoord manteriam seus times-B na Keuken Kampioen Divisie (a Eerste Divisie, Segundona). Lembrando, claro, que esse é um plano preliminar.

Analisando essas propostas de Ajax, PSV e Feyenoord para a Eredivisie, FutMKT diz que:

— a redistribuição de receitas da UEFA é fundamental. Somando apenas os bônus pela participação de Ajax e PSV na UCL (ou seja, sem contar a campanha, o ranking histórico e o market pool), os demais 15 participantes da Eredivisie 2019-20 já teriam à disposição um “fundo” de € 3,05 milhões (e, acredite, isso é dinheiro para os cubes menores da Holanda);

— trazer para a definição do título o sistema de mata-mata, que já ocorre para cravar a última vaga holandesa na UEL (do quarto ao sétimo colocados) e o último rebaixado ou promovido da temporada, tende a aumentar o interesse pela Eredivisie e, ato contínuo, suas negociações de broadcasting;

— e a restrição a gramados sintéticos não dos desperta grande entusiasmo ou rejeição (se acontecer ou não acontecer, dá no mesmo).

Estamos, desde já, torcendo para que as partes mais importantes desse plano de Ajax, PSV e Feyenoord para a Eredivisie — redistribuição de receitas da UEFA e mata-mata no título — saiam do papel. E você, o que acha?

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na elite italiana.

Imagens: Divulgação.

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