TOP 6 da Premier League deve ganhar mais com TV internacional a partir de 2019-20

Em 2017-18, a Premier League repartiu £ 815.422.160,00 em direitos de transmissão internacionais (international TV) igualmente entre seus 20 clubes participantes. Na próxima temporada, esse sistema será mantido. Mas, a partir de 2019-20, essa lógica pode ser quebrada — e em favor de apenas seis clubes: Manchester United, Manchester City, Liverpool, Arsenal, Chelsea e Tottenham.

“Mas por que pode mudar?” Porque essa foi a solução encontrada pela PL e os demais clubes para acalmar os ânimos — ou a ambição — do dito “TOP 6”, que pretendia ganhar mais inclusive sobre todo o broadcasting, incluindo o contrato doméstico (o que desregularia, por exemplo, as cotas por classificação final e a remuneração com base no número de jogos transmitidos).

“E como pode mudar?” A lógica é a seguinte: se, chegando em 2019-20, o total da receita de TV internacional exceder o da temporada anterior (por exemplo, com a cifra aumentando dos atuais £ 815.422.160,00 para £ 816.422.160,00), a distribuição levará em conta a classificação final da Premier League, sob uma lógica de 1,8 x 1 — ou seja, a diferença entre a maior fatia valerá, no máximo, 1,8x a mais do que a menor.

“E isso é justo?” Em termos. Se pensarmos que Manchester United, Manchester City, Liverpool, Arsenal, Chelsea e Tottenham são os grandes pilares de audiência internacional da Premier League — e, consequentemente, ajudam na captação de acordos overseas — parece razoável que ganhem mais. Por outro lado, raramente temos visto esses mesmos clubes fora das seis primeiras posições nas tabelas finais, o que tende a desequilibrar a disputa no futuro — sempre em favor desses mesmos clubes, que já possuem capacidades de investimento muito superiores aos demais.

Lembramos que, para o triênio 2019-22, a Premier League já garantiu um acordo-recorde de transmissão internacional com a plataforma chinesa de streaming PPTV, da Suning (especulado entre £ 560.00.000,00 e £ 600.00.000,00). Outro contrato, com a norte-americana NBC, correrá até 2022 e vem garantindo US$ 167 milhões por temporada. Some-se tudo isso às probabilíssimas renovações (que, se ainda não aconteceram, ocorrerão) nas demais praças que completaram os dez maiores mercados overseas da PL em 2016-19 — Hong Kong, Leste-Norte Africano, França, Tailândia, Singapura, Noruega, Brasil e Austrália (cujos valores somados ultrapassam, com folga, US$ 500 milhões) —, e certamente veremos os maiores clubes da Rainha mais ricos daqui a duas temporadas.

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Imagens: Divulgação.

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Category: Futebol MarketingMercado

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