United x City: o dérbi dos balanços de 2017-18

Nos últimos dias, Manchester United e Manchester City divulgaram seus balanços financeiros da temporada 2017-18. E, como red devils e blues são rivais em tudo, FutMKT pensou: “E se fizéssemos um dérbi de comparação financeira?” Fizemos. Confira:

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RECEITAS

Manchester United e Manchester City registraram recordes de receitas em 2017-18. Os red devils levantaram £ 590 milhões, enquanto os citzens cravaram £ 500,45 milhões.

Para os dois clubes, a maior fonte de arrecadação — e a que mais cresceu em relação a 2016-17 — foi o broadcasting (os direitos de TV). Nisso, melhor para o United, que ganhou mais da Premier League, mesmo sendo vice do City (explicamos o porquê aqui), e da UEFA, pelo retorno à UEFA Champions League: no total, £ 276,1 milhões x £ 211,52 para o clube de Old Trafford.

O City, porém, viu todos os seus principais vetores de receitas evoluírem: além do broadcasting, o matchday e as atividades comerciais arrecadaram mais do que em 2017-18. Já no United, Old Trafford trouxe 1,6% a menos de dinheiro do que na última temporada — consequência das eliminações nas copas nacionais e nas oitavas da Champions, que diminuíram o número de jogos como mandante.

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CUSTOS

O Manchester City está equilibrado — ou por outra: equilibrando-se. Em 2017-18, os custos operacionais chegaram a £ 525,65 milhões, mas foram “anulados” por entradas de £ 539,51 milhões. O montante de salários do elenco diminuiu (pouco, mas diminuiu), bem com os custos pessoais em geral, de modo que nem a alta nos direitos de imagem dos jogadores — consequência direta da valorização do plantel — invalidou o resultado dos citzens.

O Manchester United, por sua vez, viu seus custos operacionais crescerem 10,3% em relação a 2017-18, chegando a £ 564 milhões. Os salários do elenco e a “amortização” das janelas de transferências também subiram: £ 295,9 milhões (+12,3%) e £ 138,4 milhões (+11,3%). E, mesmo assim, a operação bruta (sem impostos) dos red devils foi positiva: £ 26,1 milhões.

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LUCRO OU PREJUÍZO?

Manchester United e Manchester City foram fiéis às suas cores: os red devils fecharam 2017-18 num vermelho de £ 37,27 milhões, ao passo que os citzens ficaram no azul, com £ 10,43 milhões. O porquê do City ter lucro (aliás, seu quarto exercício útil consecutivo) já entendemos; mas, como o United “conseguiu” ficar no prejuízo com um bruto operacional de £ 26,1 milhões?

Boa parte da resposta está nos impostos. Em particular, na reforma tributária que Donald Trump implementou nos EUA. Como o Manchester United é de propriedade americana e está cotado na Bolsa de Nova Iorque, a adaptação à nova legislação — cujas bases deixamos para que os especialistas expliquem — levou a uma depreciação contábil (encargo non-cash) de £ 48,8 milhões. À parte isso, a alta dívida do clube (que vem desde sua aquisição pela família Glazer, em 2005) continua a pesar nas contas.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na elite italiana.

Imagens: Divulgação.

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Category: Futebol Marketing

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