USL: um sistema fechado de 3 ligas abaixo da MLS

Menos de um ano após explicarmos como funciona a hierarquia de ligas independentes do soccer abaixo da Major League Soccer-MLS, somos obrigados a fazer uma revisão. E a “culpa” — no melhor dos sentidos — é da United Soccer League-USL.

A partir do posicionamento #UnitedForSoccer (“Unidos pelo Futebol”), a USL realizou um novo rebrand e, já na próxima temporada, trará nomenclaturas à inglesa para os seus campeonatos:

— o atual torneio da USL, equivalente à “Série B” (status que já pertenceu à finada North American Soccer League-NASL), passa a se chamar USL Championship;

— a “Division III”, criada para ser, a partir de 2019, a nova “Série C”, vai se chamar USL League 1;

— e a semiamadora Premier Development League, que busca se consolidar como “Série D”, agora é USL League2.

O USL Championship nós já conhecemos:

— é uma “incubadora” da MLS, pois, além de receber os times-B de suas franquias, tende a maturar candidatos à elite (casos, por exemplo, de Nashville SC e FC Cincinnati, que estarão entre os grandes em 2019);

— e, ao mesmo tempo, dissemina o soccer profissional em mercados esportivos consolidados ou de grande potencial, tais quais Sacramento (Sacramento Republica FC), Las Vegas (Las Vegas Lights FC), San Antonio (San Antonio FC), Phoenix (Phoenix Rising FC), Indianapolis (Indy Eleven), Carolinas do Norte (Charlotte Independence e North Carolina FC) e do Sul (Charleston Battery) Ottawa (Ottawa Fury FC — Canadá), entre outros.

Atualmente, a USL Championship conta com 33 franquias — sendo muitas delas afiliadas (ou, no caso dos times-B, controladas) por com clubes da MLS —, e receberá mais nove praças nos próximo três anos. Em 2018, sua temporada regular ultrapassou a marca de 2,4 milhões de torcedores nas arquibancadas.

A USL League 1 realizará sua temporada inaugural em 2019. Dessa forma, sairá na frente da ainda não consolidada National Independente Soccer Association-NISA na disputa pelo status de “Série C” dos EUA.

O foco da USL League 1 é estar presente em cidades com populações entre 150 mil e 1 milhão de habitantes, e que, preferencialmente, não possuam uma franquia de futebol professional.

Em seu primeiro ano, a USL League 1 contará com oito clubes, sendo dois times-B da MLS (Orlando City B e Toronto FC II) que já tinham passado pela USL Championship — o que pode indicar uma tendência de remanejamento de equips entre as duas ligas. Uma vez consolidado o torneio poderá experimentar um sistema de “pro/rel” (promotion/relegation, acesso e rebaixamento), seja com a liga de cima, seja com a de baixo.

A semiamadora USL League 2 (ex-Premier Development League) disputa com as também semiamadoras United Premier Soccer League-UPSL e National Premer Soccer League-NPSL o status de “Série D” do soccer.

Atualmente, a USL League 2 conta com 74 franquias, sendo 18 operadas ou relacionadas a clubes profissionais. Em 2019, a liga recebrá mais quarto times — e, como a rotatividade de um torneio semiamador é grande, pode também perder algumas.

E, assim, a USL cria seu próprio sistema dentro do sistema boleiro dos EUA. Sinal de que, abaixo da MLS, a competição entre ligas, e por mercados, já tem dona.

l

Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na elite italiana.

Imagens: Divulgação.

l

Siga o Futebol Marketing nasredessociais:facebook | twitter

Category: Futebol MarketingMercado

Tags:

2 comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial