Vendas e receita: marca 1909 já deu certo para o Coritiba

Meta do Coritiba para a sua marca esportiva 1909: faturar R$ 1 milhão já no primeiro ano — lembrando que o projeto foi lançado no segundo semestre de 2018.

Receita dos dois primeiros meses (agosto e setembro/2018) gerada pela 1909: R$ 382 mil brutos, vindos de mais de 2.200 camisas vendidas.

Os números são do jornal Gazeta do Povo, que ainda compara o volume de vendas, nesse mesmo período (agosto e setembro/2018) em relação aos dois últimos anos, quando o Coritiba era parceiro da adidas: em 2016, foram 975 camisas, que geraram R$ 242 mil brutos; e em 2017, 1.081 unidades, com faturamento bruto de R$ 247 mil.

Isso significa que, com a 1909, o Coritiba:

— mais do que dobrou as vendas desse período de 2017 para 2018 (ao passo que, de 2016 para 2017, com a adidas, o incremento tinha sido apenas de pouco mais de 100 peças); e

— e aumentou o faturamento bruto em mais de 50%.

“E o bom é que vai tudo para o bolso do clube, né?” Quase. Como em todo o projeto de marca própria, o Coritiba assume os custos da operação — é preciso pagar os fornecedores conforme a demanda de produção, há custos logísticos e de distribuição, etc. Por isso insistimos até aqui no faturamento bruto.

Mas, sim, o Coritiba fica com uma boa fatia das vendas. Sempre de acordo com a Gazeta do Povo, a cada camisa vendida, em média, por R$ 229,90, o clube lucra R$ 70,00 (com a adidas, na mesma proporção, seriam R$ 7,00). Numa conta rápida, então, podemos dizer que dos R$ 382 mil brutos já levantados em dois meses pela 1909, o coxa lucrou algo em torno de R$ 116,3 mil. Ou pouco mais de 50% dos cerca de R$ 200 mil embolsados junto à adidas em dois anos.

E o Coritiba já lançou sua próxima cartada de vendas com a 1909: a terceira camisa, criada por um sócio-torcedor e escolhida pela torcida em votação aberta. Afinal, como dissemos aqui, marca própria é, antes de tudo, um vetor de relacionamento com a arquibancada; se ela enxerga a si mesma no produto — e participa do processo —, fica mais propensa a comprar. “Clima de consumo” melhor do que esse, só se o clube cravar o acesso para a Série A do Brasileirão.

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Thiago Zanetin tem 33 anos e é redator publicitário. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na elite italiana.

Imagens: Divulgação.

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